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(ENEM 2016)
O filme Menina de ouro conta a história de Maggie Fitzgerald, uma garçonete de 31 anos que vive sozinha em condições humildes e sonha em se tornar uma boxeadora profissional treinada por Frankie Dunn.

Em uma cena, assim que o treinador atravessa a porta do corredor onde ela se encontra, Maggie o aborda e, a caminho da saída, pergunta a ele se está interessado em treiná-la. Frankie responde: “Eu não treino garotas”. Após essa fala, ele vira as costas e vai embora. Aqui, percebemos, em Frankie, um comportamento ancorado na representação de que boxe é esporte de homem e, em Maggie, a superação da concepção de que os ringues são tradicionalmente masculinos.

Historicamente construída, a feminilidade dominante atribui a submissão, a fragilidade e a passividade a uma “natureza feminina”. Numa concepção hegemônica dos gêneros, feminilidades e masculinidades encontram-se em extremidades opostas.

No entanto, algumas mulheres, indiferentes as convenções sociais, sentem-se seduzidas e desafiadas a aderirem à prática das modalidades consideradas masculinas. É o que observamos em Maggie, que se mostra determinada e insiste em seu objetivo de ser treinada por Frankie.
FERNANDES. V; MOURÃO. L. Menina de ouro e a representação de feminilidades plurais. Movimento, n. 4, out-dez. 2014 (adaptado).

A inserção da personagem Maggie na prática corporal do boxe indica a possibilidade da construção de uma feminilidade marcada pela

a) adequação da mulher a uma modalidade esportiva alinhada a seu gênero.
b) valorização de comportamentos e normalmente associados à mulher.
c) transposição de limites impostos à mulher num espaço de predomínio masculino.
d) aceitação de padrões sociais acerca da participação da mulher nas lutas corporais.
e) naturalização de barreiras socioculturais responsáveis pela exclusão da mulher no boxe.

Resposta:
c

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